Uso da IA na Elaboração de Textos

A inteligência artificial, sem dúvida, pode colaborar significativamente com a produtividade humana. Um dos aspectos em que a tecnologia mais auxilia atualmente é na composição de conteúdos técnicos, dissertativos, entre outros.

Todavia, a necessidade de checagem e validação humana permanece indispensável. Não são raros os casos em que agentes de IA inventam dados estatísticos, jurisprudências e confundem informações médicas e outros informes técnicos e científicos de diversas áreas do saber.

No que tange às pesquisas, por exemplo, este que vos escreve já presenciou o ChatGPT apresentar informações defasadas como se fossem as mais recentes sobre determinado assunto. Especificamente, em uma consulta realizada em abril de 2026, na qual solicitei o modelo de iPhone mais atual, o programa apontou o iPhone 15 (lançado pela Apple em setembro de 2023 nos EUA). Ora, o smartphone mais moderno disponível no mercado — até a data de publicação deste artigo (19/04/2026) — é o iPhone 17 Pro Max, lançado em setembro de 2025 em solo americano e já disponível em terras tupiniquins.

Nessa mesma toada de resultados equivocados, o mesmo serviço apontou como celular Samsung mais moderno no Brasil o modelo S23 em Abril deste ano de 2026. Cumpre mencionar que na linha S da Samsung, o modelo mais moderno disponível atualmente é Galaxy S26 Ultra, lançado em fevereiro de 2026 nos EUA e também já a venda aqui no Brasil.

E este foi apenas um exemplo de pesquisa simples de mercado movida por curiosidade pessoal.

No que tange a produção de conteúdo de natureza técnica de aplicações profissionais, com muito mais razão a validação humana é uma necessidade fundamental e conditio sine qua non para tal. Textos das áreas médicas, jurídicas e científicas das mais diversas áreas, quando elaborados por IA, precisam ser previamente checados antes de apresentados para seus respectivos fins, cujas confirmações devem ser feitas pelo usuário através de outras fontes seguras e já estabelecidas.

Entrementes, as vantagens do uso da Inteligência Artificial mesmo para a elaboração de textos são inegáveis: uso mais escorreito da gramática, textos mais elaborados e com uso de vocabulário mais sofisticado, inclusive de natureza técnica, quando solicitado – sem mencionar a velocidade de produção dos mesmos.

Dica do Blog

Uma sugestão de bom uso de ferramentas de IA para a produção textual seria o próprio usuário elaborar seu texto originalmente (ou seu rascunho) e depois submetê-lo para melhora e/ou correição gramatical pela IA. Finalizado trabalho da Inteligência Artificial, o usuário realiza, por assim dizer, a conferência manual do texto, lendo e checando se de fato a IA seguiu as instruções.

Este que vos escreve já fez uso razoável até o momento de ferramentas de IA para formatação de textos: eu escrevi o conteúdo – entre outras palavras, contei a história com minhas próprias palavras, ainda que tentando utilizar bom vocabulário – e, posteriormente, o submeti a IA, lhe pedindo para melhorar o texto, corrigindo eventuais erros de pontuação e vírgula, evitar repetição sequencias de palavras e pleonasmos e, em alguns casos, utilizar linguagem jurídica técnica.

E não posso deixar de mencionar o pedido principal: sempre deixei claro para a ferramenta que ela NÃO poderia alterar o conteúdo do texto. Poderia e deveria, no máximo, reescrever o mesmo texto utilizando um vocabulário mais polido, mas jamais mexer no conteúdo da mensagem ali transmitida. Após finalizado o trabalho da IA, fiz a leitura/conferência do texto. E funcionou muito bem.

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